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Há tempos quero escrever aqui mas parece que perdi o gosto pela escrita. Só parece; não perdi. Isso é como um vírus encubado na gente. Tem hora que é uma febre terrível, falta pouco você se esvair em palavra... E tem hora que não, que acalma, adormece. Ando assim, meio adormecida de palavras. Mas é bom acordá-las vez em quando.
Escrito por Flay às 14h35
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A doçura da falta

Quão doce e serena pode ser a saudade... Assim como uma caixinha de música: linda e melancólica.
Escrito por Flay às 02h15
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Sempre morri de medo de viajar. Tenho um pânico absurdo de vomitar. Quem me conhece, sabe. E viagem pra mim sempre foi sinônimo disso: vomitar. Não pra mim porque eu conto nos dedos as vezes que isso aconteceu comigo, mas sempre com alguém perto de mim; minha irmã - na maioria das vezes -, alguém de carona, alguma criança no ônibus a quem a mãe entupiu de Chips ou biscoito de polvilho... Sempre foi assim, sempre viajei com esse fantasma do meu lado, aonde quer que eu fosse. Mas agora não é isso mais. Não que as pessoas tenham deixado de vomitar em viagens. Eu é que descobri coisas mais interessantes pra fazer viajando do que ficar alimentando meus fantasmas.
Escrito por Flay às 02h22
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Tanta coisa pra escrever, mas tô pensando em você. Sabe o que isso significa? Que você pode ser quem eu quiser que você seja, ou quem você quiser achar que seja você pra mim. Mas eu sei quem você é. Só não sei o que quero que você seja pra mim.
Escrito por Flay às 02h12
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Aviso
Fase negra acabou. Agora é hora de saber se realmente eu sei escrever ou se só sei vomitar minhas angústias no papel.
Aguardem cenas dos próximos capítulos.
Escrito por Flay às 01h07
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A música transporta, assim como um filme, um livro, uma obra de arte. Ela inunda a alma de alegria e tristeza, de nostalgia e solidão e nos faz sentir tão leves como o ar. Cada nota, cada acorde encanta, enobrece, afaga e chicoteia nossos corações tão frágeis... A música nos lembra de que temos alma e de que ela é feita de luz, cores, cheiros... e sons.
Escrito por Flay às 00h17
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Gostar ou não. Viver ou não. Dilemas infindáveis de uma vida tola vivida em vão. Ou não.
Escrito por Flay às 21h04
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Cortina
Tá foda. Foda não querer sentir e sentir. Foda ter que viver com isso, essa angústia no peito, essa... frustração. Foda sentar na varanda pra fumar um cigarro e se iludir pensando que com aquela merda você tá tragando alguma coisa a mais do que aquele monte de fumaça e toxina. Buscando vida na morte. Eu quando estou assim, sem rumo, fico o tempo inteiro suspirando... Como que buscando preencher aquele vazio dentro do peito. Ultimamente só o suspiro não basta. Preciso da fumaça também; pelo menos é algo mais matéria do que o arzinho transparente que em vão eu busco com o suspiro. E encho meus pulmões com aquela porcaria. Encho-me de fumaça pensando que assim posso clarear a minha neblina interna. E haja cigarro e pulmão pra tanta neblina e fumaça.
Escrito por Flay às 03h29
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Top 3
As três piores coisas pra mim no momento: ficar doente, saudade e acordar cedo. Não necessariamente nessa ordem.
Escrito por Flay às 17h36
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Cirurgia
Tem hora que a vontade é arrancar o coração. Como numa cirurgia mesmo. Bisturi, anestesia, corte, sangue, sangue, sangue... Acho que o pobre coração acaba levando a culpa de tudo o que a gente sente, injustamente. Ele só faz bombear o sangue para o resto do corpo... Só que a gente esquece que é o sangue que circula no corpo inteiro. É dele a tarefa de levar a todas as nossas partes todas as nossas sensações. É ele que sobe à cabeça quando nos descontrolamos, é o que nos falta ao rosto quando nos assustamos e o que "esquenta" na hora da raiva. Se alguém não demonstra reação diante de algum fato, tem "sangue de barata". Se age de forma muito racional, agiu "a sangue frio". Ora, de quem é a culpa então???
Não interessa. A cirurgia não é no peito. É na alma.
Escrito por Flay às 18h29
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Sentimentos desconexos, mas o maior deles agora é a falta. De que? Não sei. Esse é o tipo de coisa que eu NUNCA sei. Uma dor incurável aqui dentro. Síndrome de Quíron, o centauro a quem foi dado pelos deuses o dom da cura, mas que tinha uma eterna ferida que nada nem ninguém poderia sarar. Bem eu isso... Escuto uma música no fone que parece falar da minha história (ou pelo menos de uma delas, uma que eu gosto muito). E me sinto tão sem importância... Tão largada dentro de mim mesma, como se essa pele, essa casca, fosse uma coisa tão frouxa e oca que me coubesse umas cinco vezes aqui dentro. Assim como o coração deve se sentir dentro da gente, caso ele sinta alguma coisa... Mas então, a música vai se repetindo e ecoando dentro desse vazio interno meu, e esse eco vibra e dói mais cada vez que ela repete. É a minha história recontada, é a minha infindável submissão às minhas histórias e a esse amor incondicional e grave que eu escolho ter por determinados seres humanos pelo meu caminho... Sim, pois eu escolho. E você também. Assim como eu escolho largar essa merda de música aqui soando nos meus ouvidos e atormentando a minha alma. Sim, eu escolho. É tipo aquela estrelinha que brilha no ombro de quem é nossa alma gêmea (isso mesmo! Igual naquele bestsellerzinho daquele ex-mago e atual ator global). Só que aí está: somos nós quem escolhemos onde colocar a tal estrelinha. E o problema é sair colocando montes de estrelas por aí e olhar pros próprios ombros e não enxergar elas em você. É aí que dói. É aí que você lembra daquela tal ferida que nunca cura, ou daquelas que você mesmo faz questão de abrir de vez em quando...
Hoje estou assim. Uma falta não sei do que. Uma saudade de uma estrela; pra ser sincera, de um céu.
Escrito por Flay às 02h06
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Chove muito, muito mesmo. Lá fora não. Aqui dentro.
E assim hoje eu me calo ao invés de falar.
Escrito por Flay às 03h29
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Neon
Ela olhava o lado de fora do quarto vagabundo de hotel. Nua, um cigarro na mão, a maquiagem borrada do choro e o letreiro luminoso apaga-acende-apaga-acende. Aquelas pessoas na rua sem saber da sua vida... que vida? Ele, dormia ali, satisfeito, ao alcance de sua mão. E de todo o resto... Mas só ela sabia o quanto de verdade ele estava distante. Quão sozinha pode ser uma vida vivida ao lado de uma pessoa só... Isso, só ela sabia. Lembrou de Clarisse Lispector e de como ela estava certa de suas trevas geladas, que eram só dela. Só aí que ela estava errada. Essas trevas geladas dentro de si todo mundo tem, ora. Umas mais frias do que as outras, outras maiores... Mas tem. Não tem? Claro. Isso a consolava. Um consolo assim, raso. Como aquele que a gente tem de pensar que tem um teto pra dormir, comida pra comer, duas pernas pra andar e olhos pra enxergar. Porque na verdade, só ela sabia do abismo gigante que eram as SUAS trevas e quão intensas e geladas elas eram para si mesma. Só para si. Trevas invisíveis aos outros como ela naquela janela de hotel barato de beira de estrada. Como o neon maldito de que era feito aquele letreiro.
Escrito por Flay às 22h27
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Inauguração
Escrever está em mim desde que sei escrever. A internet também, desde que a descobri. Nada mais justo do que juntar essas duas coisas que me acompanham...
Escrito por Flay às 21h43
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