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Sentimentos desconexos, mas o maior deles agora é a falta. De que? Não sei. Esse é o tipo de coisa que eu NUNCA sei. Uma dor incurável aqui dentro. Síndrome de Quíron, o centauro a quem foi dado pelos deuses o dom da cura, mas que tinha uma eterna ferida que nada nem ninguém poderia sarar. Bem eu isso... Escuto uma música no fone que parece falar da minha história (ou pelo menos de uma delas, uma que eu gosto muito). E me sinto tão sem importância... Tão largada dentro de mim mesma, como se essa pele, essa casca, fosse uma coisa tão frouxa e oca que me coubesse umas cinco vezes aqui dentro. Assim como o coração deve se sentir dentro da gente, caso ele sinta alguma coisa... Mas então, a música vai se repetindo e ecoando dentro desse vazio interno meu, e esse eco vibra e dói mais cada vez que ela repete. É a minha história recontada, é a minha infindável submissão às minhas histórias e a esse amor incondicional e grave que eu escolho ter por determinados seres humanos pelo meu caminho... Sim, pois eu escolho. E você também. Assim como eu escolho largar essa merda de música aqui soando nos meus ouvidos e atormentando a minha alma. Sim, eu escolho. É tipo aquela estrelinha que brilha no ombro de quem é nossa alma gêmea (isso mesmo! Igual naquele bestsellerzinho daquele ex-mago e atual ator global). Só que aí está: somos nós quem escolhemos onde colocar a tal estrelinha. E o problema é sair colocando montes de estrelas por aí e olhar pros próprios ombros e não enxergar elas em você. É aí que dói. É aí que você lembra daquela tal ferida que nunca cura, ou daquelas que você mesmo faz questão de abrir de vez em quando...
Hoje estou assim. Uma falta não sei do que. Uma saudade de uma estrela; pra ser sincera, de um céu.
Escrito por Flay às 02h06
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Chove muito, muito mesmo. Lá fora não. Aqui dentro.
E assim hoje eu me calo ao invés de falar.
Escrito por Flay às 03h29
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